Estudo aponta que a evolução da inteligência artificial e o aumento dos investimentos aceleram o desenvolvimento da robótica humanoide em diversos setores.
A evolução da robótica humanoide tem ganhado destaque com o avanço da inteligência artificial e o crescimento dos investimentos no setor. De acordo com um estudo da consultoria Bain, até 2030 os robôs humanoides poderão igualar capacidades humanas em inteligência, percepção e destreza, ampliando significativamente seu potencial de aplicação em diferentes áreas.
O levantamento destaca que a tecnologia já deixou de fazer parte apenas do imaginário da ficção científica. Atualmente, projetos-piloto demonstram aplicações em ambientes industriais, enquanto novos investimentos impulsionam o desenvolvimento da chamada inteligência física, permitindo que os robôs percebam, compreendam e interajam com o mundo real. O financiamento global de startups do segmento também apresentou crescimento expressivo, passando de US$ 308 milhões em 2020 para US$ 1,1 bilhão em 2024.
A adoção dos robôs humanoides deve ocorrer de forma gradual. A primeira etapa concentra aplicações em setores como automotivo, mineração, energia fotovoltaica e eletrônica especializada, onde o retorno sobre investimento é mais evidente. Em seguida, a expectativa é de expansão para áreas como construção civil, saúde e alguns segmentos industriais, até alcançar aplicações comerciais e de consumo, incluindo limpeza profissional, hospitalidade, educação e turismo.
Outro fator apontado como impulsionador dessa evolução é a mudança demográfica observada em diversos países. A redução da população economicamente ativa tende a aumentar a demanda por soluções automatizadas, abrindo espaço para que robôs humanoides assumam tarefas repetitivas, operações de maior risco e atividades em turnos contínuos, complementando a atuação humana em diferentes ambientes.
No cenário global, a China vem ampliando investimentos para integrar inteligência artificial e robótica ao seu planejamento estratégico, enquanto a Federação Internacional de Robótica (IFR) destaca o crescimento da densidade robótica em diferentes regiões e a expansão da automação industrial. Embora os robôs industriais continuem sendo mais eficientes em tarefas altamente repetitivas e especializadas, os humanoides apresentam vantagens em aplicações que exigem mobilidade, adaptação ao ambiente e interação semelhante à humana.
Fonte: Revista IPESI – https://ipesi.com.br/









