O debate sobre a operação de drones DJI acima do limite de 400 pés (120 metros) voltou à pauta do setor UAV no Brasil, despertando atenção de operadores, integradores e empresas que utilizam aeronaves remotamente pilotadas em atividades técnicas. A discussão surgiu após análises recentes sobre capacidades de voo de equipamentos de alta performance, reforçando a necessidade de compreender a regulamentação ANAC drones antes de ampliar perfis operacionais em campo.
Atualmente, a norma brasileira estabelece que voos padrão devem respeitar o limite 400 pés drones Brasil, principalmente em operações visuais (VLOS). Essa restrição busca garantir a separação segura entre aeronaves não tripuladas e tráfego aéreo tripulado de baixa altitude. Contudo, a legislação prevê exceções mediante planejamento e autorização prévia junto aos órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo, indicando que o limite funciona como referência operacional e não como barreira absoluta.
Para atividades de aerolevantamento com drones, a altitude é um parâmetro crítico que influencia cobertura de área, resolução de dados e eficiência de missão. Em projetos de mineração, por exemplo, voos mais altos podem reduzir ciclos operacionais e otimizar produtividade, enquanto em inspeções industriais a altitude impacta diretamente o posicionamento relativo ao ativo e a segurança da operação. Dessa forma, a limitação regulatória gera implicações técnicas e econômicas relevantes para o planejamento de missões.
O tema também reflete um movimento global em que a evolução da tecnologia UAV profissional avança rapidamente, incorporando sensores sofisticados, sistemas de navegação redundantes e conectividade ampliada. Fabricantes continuam expandindo capacidades de voo e autonomia, o que naturalmente pressiona modelos regulatórios a evoluírem para abordagens baseadas em análise de risco e cenários operacionais, já observadas em diversos mercados internacionais.
Nesse contexto, empresas que atuam com drones para mineração, inspeção e automação industrial têm buscado estruturar operações alinhadas à legislação, integrando tecnologia e compliance como parte do projeto. A Treffer acompanha essa evolução do ecossistema UAV, observando que a maturidade do setor depende da convergência entre inovação, capacitação operacional e entendimento aprofundado das normas aeronáuticas vigentes.
A discussão sobre voos acima de 400 pés evidencia um momento de transição no mercado brasileiro de drones. À medida que aplicações se tornam mais estratégicas e integradas à digitalização industrial, cresce a expectativa por avanços regulatórios que ampliem possibilidades operacionais com segurança. Para o setor, acompanhar essa evolução será fundamental para consolidar o potencial dos drones como ferramentas essenciais de produtividade, monitoramento e geração de dados na indústria e na mineração.
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Fonte:
mundogeo.com









